Existem brasões em duas casas da povoação (Casa dos Queirozes e Casa do Padre António - nome por que são conhecidas) e numa quinta, Síbio, o que significa a existência no passado de famílias com nome que extravasou o âmbito da freguesia. A importância era de tal forma grande que, e neste caso especial, o Sr. Bento Queiroz (Família dos Queirozes), deu o seu nome à rua onde habitava. E na casa dessa mesma família (Queirozes), o recheio artístico, apesar de desfalcado, ainda é notável quanto ao mobiliário.
O tecto da igreja é todo ele artisticamente pintado e data do século XVIII (1774): 24 santos alinhados em duas filas, ao meio das quais se representa o baptismo de Cristo por S. João Baptista, entre anjos com trombetas. Apesar das obras de reparação e ampliação da igreja, ele foi preservado, graças ao cuidado do pároco, P. José António Teixeira Praça. É a mais valiosa jóia de arte existente em Castedo.
Pormenor do Tecto
As minas do castro pré-romano do monte da Cerca merecem uma referência, embora com o decorrer dos anos elas estejam cada vez mais irreconhecíveis. Ainda se encontram nas imediações fragmentos de barro que o cultivo das terras vai destruindo.
A Capela de Santa Marinha foi deslocada do lugar Souto para um morro próximo, Porqueira, por acção da paróquia ajudada financeiramente por alguns benfeitores locais. Situa-se num dos mais belos miradouros Durienses e o seu amplo recinto está em fase de arranjo adequado às suas funções religiosas e recreativas.
De mencionar ainda a existência de “alminhas” nos caminhos, valiosos documentos e livros antigos nas mãos de particulares, e lugares a que andam ligadas crenças, lendas e tradições. Na vertente sobre o rio existem, espalhados por algumas propriedades, velhos sequeiros de figos, pequenas construções de xisto, circulares e cobertas de lajes. De realçar ainda o chafariz da Praça que merece uma referência especial.



